segunda-feira, 1 de junho de 2015

Ai, como dói! II




Novamente meu tema é dor... Já passei por várias... kkkkkkk sou uma expert! 
Já ouviu falar em Varizes Pélvicas? Se é minha amiga, com certeza já ouviu!
Sim? Então, talvez o que eu tenha pra contar não é novidade! Não? Então o que tenho pra falar pode lhe ajudar, ou ajudar alguém que você conheça...

Em 2009, fui acometida por uma cólica menstrual intensa, sempre tive cólicas fortes, mas não daquele jeito... pensei que eu fosse ter um treco! Passado o período menstrual a cólica permanecia... com a mesma intensidade... deixei pra lá... Passado 15 dias com aquela dor que me acompanhava dia e noite, resolvi procurar ajuda médica. Fui ao hospital Beneficência Portuguesa, no pronto atendimento, o clínico não podia me ajudar e me encaminhou para a ala ginecológica, fiquei horas esperando por um atendimento, até que uma doutora, saiu do setor de partos e foi me atender, fez algumas perguntas, informei tudo o que aconteceu, e ela sugeriu ser sintomas de prisão de ventre... falei que o clínico havia descartado essa possibilidade. Ela então resolveu fazer um exame de toque, ela praticamente me violentou, a dor que eu sentia piorou instantaneamente, e ela disse que não havia nada de errado, que eu estava exagerando e questionou minha honestidade, se eu estava mesmo com dor ou se queria dar um cano no trabalho... até parece que eu sairia da minha casa na ZL, que levava menos de 10min até o trabalho, andando, pra ir lá pra Beneficência, só pra dar o golpe do atestado... Me poupe! foi a minha resposta...

Sai de lá com muita dor, sem fazer exames, sem tomar medicamentos, sem uma declaração, e o pior: sem saber o por quê da dor. 

As dores foram piorando, eu já não dormia, não tinha vida social (de novo), meu relacionamento estava ficando abalado e perdi meu emprego... :/


Marquei consulta com ginecologista, me examinou, solicitou diversos exames com um pré-diagnóstico de câncer de endométrio... Pensa em como chorei, só de pensar na hipótese!
Feito os exames, o diagnóstico: Varizes Pélvicas! Nunca tinha ouvido falar! Nem meu médico! O médico falou que não existia tratamento para esse problema, e que eu deveria me acostumar com a dor! 
Sai do consultório entristecida e enloquecida! Aprender a conviver com a dor?! Mais uma!?! Não! Já me bastava a fibromialgia! 
Marquei consulta com outra médica, e também não foi das melhores, ela me disse que nunca tinha estudado sobre isso na faculdade, e nem nos cursos de especialização e atualização... Pensei: phudeu! Ela disse não saber o que fazer, mas que tinha ouvido falar que seria como tratar um câncer, removendo parte ou totalmente o útero. Mas aí ela me orientou a procurar um vascular: "já que são varizes, eles devem ter ao menos uma ideia de como tratar".

Foi o que fiz, fui ao vascular Dr. Selenio Glauber - Hospital Santa Marcelina, e ele foi um doce, me acalmou e disse que me ajudaria no que fosse preciso, me pediu um exame mais detalhado para saber a gravidade do problema. Feito o exame, retornei com ele, e imediatamente ele fez as papeladas para o procedimento cirúrgico, mas aí o lindo do meu convênio não autorizou e ficou pedindo novos exames e novos relatórios médicos. Vendo meu sofrimento, meu médico desistiu de fazer relatórios e me ajudou de verdade, fez uma nova papelada para que eu fizesse um exame de alto custo (flebografia) pelo SUS. Ele mesmo realizou o exame, ficou super feliz com o tamanho das varizes! kkkkk, e enquanto o outro médico terminava de fazer o curativo, ele ligou para um médico do Hospital das Clínicas: Dr. Marcos Messina - ginecologista. Saí de lá com um encaminhamento para passar no HC, dois dias após o exame. 

No Hospital das Clínicas, fui a última paciente a ser atendida, esperei 6 horas, sentada, gemendo de dor! Até que minha senha apareceu no telão. No corredor estava o Dr. Messina, me esperando com um mega sorriso e olhos azuis! Entrei na sala dele e ele foi logo me enchendo de perguntas, pedindo pra ver todos os meus exames, chamando no corredor outros médicos pra mostrar os exames e me apresentar a eles... Fiquei até encabulada... E ele falou, agora que você já conhece todo mundo, vamos pra outra sala, pra repetirmos o ultrassom e vamos conversar um pouco mais... Lá, foi um rodízio de médicos... Ficou 3 médicos professores, e entravam turmas de 4, 5 ou 6 residentes... kkkkkk falavam de mim, como se eu não estivesse alí. Estavam curiosos e felizes!

Quando terminaram com os exames e com a exposição da minha pessoa, voltei à sala do Dr. Messina, e ele me disse que eu seria cobaia num tratamento. Que as Varizes Pélvicas, estava sendo estudada, que não há um diagnóstico correto, nem tratamento, nem artigos em livros, pois pouco se sabia e pouco se havia estudado. Mas, que o número de casos havia aumentado, e não é justo que não seja tratado. Muitas mulheres convivendo com dores e outros males, sem saber o que é ou como tratar... E me disse uma coisa que eu não vou esquecer: "você, Raquel, vai ajudar outras mulheres".

Um tempo depois fiz o procedimento cirúrgico (embolização) no Incor, coloquei 8 stents no útero, e conforme o tempo foi passando as dores foram cessando... Hoje tenho somente cólicas menstruais, que variam de intensidade...

Alguns sintomas:
- cólica intensa, ininterrupta;
- dor durante ou após relação sexual;
- falta de lubrificação;
- ciclo menstrual intenso;
- dor na região lombar, virilha e coxas;
- inchaço abdominal;
- incontinência urinária;
- depressão;
- baixa autoestima.

Claro, que estes sintomas podem ser de outros problemas, mas não custa investigar e procurar o melhor tratamento.

Beijinhos...
Espero ter ajudado alguém... 
Quel 


terça-feira, 26 de maio de 2015

Ai, como dói!



Hoje vamos falar da nova Tek Pix... Brincadeira... 
Hoje vamos falar de dor... E não é a dor de um sentimento ou perda... Vou falar da dor do corpo...

Lembro de ter mencionado uma vez meus problemas de saúde, e na lista estava lá a Fibromialgia. Não vou falar dela em termos médicos, vou falar da minha experiência e convivência com ela... 

Pois bem, fui diagnosticada há aproximadamente 7 anos. Foi um martírio! Ninguém acredita na sua dor. Ninguém! 
A dor começa não sei como, e vem não sei de onde. Qualquer esforço é motivo pra ficar de cama, pra chorar, pra sofrer. 
Eu acordava com a dor e ia dormir com ela. 
As pessoas me perguntavam o que eu sentia, eu dizia: dor. E voltavam a me perguntar, em que parte do corpo, e eu dizia: em todo o corpo. E logo me olhavam com aquela cara de: essa menina tá louca, só pode!

Ia ao hospital com frequência, até que uma médica que me atendeu sugeriu que eu procurasse um reumatologista. Marquei a consulta, e chegando lá o médico me fez responder um questionário gigante. E ao me examinar, que sofrimento, ele constatou a fibromialgia. Para obter o diagnóstico de fibromialgia é necessário apertar 18 regiões do corpo, se sentirmos uma sensibilidade maior em ao menos 11 dos 18 pontos, é dado como positivo, eu senti em todos. Não há como diagnosticar através de exames de sangue ou imagem, mas é necessário fazê-los, para descartar outros problemas. Vale lembrar que aqui o diagnostico chegou a fibromialgia, devido aos pontos de dor e ao questionário.

Comecei um tratamento medicamentoso leve, pois na época eu amamentava a Manoela, e alongamento. Aliviava, mas não resolvia. 
Com o tempo, o tratamento foi mudando, e comecei a tomar medicamentos fortíssimos, anti-depressivos, anticonvulsivantes, entre outros, pois as reações adversas desses medicamentos aliviavam a dor, porém me deixavam completamente fora de órbita, tinha muito sono, perdi a percepção, meu sono era inquieto, tinha alucinações... Era um horror. E, sempre tinha dor e crises que me levavam ao hospital tomar medicações intravenosas, tomei morfina muitas vezes, e ficava de molho em casa... 

Com o passar do tempo, eu percebi que vivia a margem de mim mesma, praticamente não tinha vida social, depois, devido a mais problemas de saúde, parei de trabalhar, não conseguia cuidar dos meus filhos, era uma tortura. E, decidi parar com as medicações! Sim, parei com todas! Mantive apenas o alongamento. Foi uma decisão difícil, e apesar de sofrer as consequências, foi a mais acertada.
Hoje,  eu tomo medicamentos eventuais, na crise, aliviam na hora e depois a dor vai ficando mais leve.
Durante um ano, eu fiz yoga e outras atividades físicas, e foi muito bom, tive algumas crises, mas comparadas as de antes, eram "fichinhas".
Mantenho o alongamento e algumas coisas que aprendi no yoga, e as crises tem sido mais leves e esporádicas. Mas, infelizmente, continuam. 

Recentemente, minha mãe foi diagnosticada com fibromialgia também, e o sofrimento agora é em dose dupla. 

No entanto, pior que a dor, é a falta de informação! 
Muitos médicos, em pronto-atendimento, ainda não sabem o que fazer para ajudar. A população não tem informações e acabam julgando quem sofre. Já ouvi muito: "é coisa da sua cabeça", "que exagero", "é psicológico, vc tem que se esforçar e esquecer", "é fingimento", "é frescura"... e por aí vai... 

Além da dor muscular crônica, há outros sintomas que caracterizam a fibromialgia: Espamos musculares ou cãibras nas pernas, Problemas de sonos, Fadiga severa, Ansiedade, Depressão, Rigidez matinal, Dores de cabeça, Dificuldade de concentração, Sensibilidade na pele e ao frio, Irritabilidade e Problemas intestinais.

Se você sente alguns desses sintomas, procure um reumatologista, mas antes, responda a você mesmo: Quando começou?, Você sabe o que faz a dor começar?, Como os sintomas afetam sua vida pessoal e profissional?

E, não esqueçam: não deixe a dor tomar conta da sua vida.


Beijinhos :3
Quel



sexta-feira, 22 de maio de 2015

"Abaço"




Hoje é dia do abraço!

Que delícia ser abraçado, não é mesmo? Eu gosto muito!
Só que vou confessar uma coisa: eu sou muito egoísta, eu gosto que as pessoas me apertem, e não retribuo... Sim, eu sei, é muito feio isso.
Claro que eu abraço as pessoas, mas eu prefiro ser abraçada... Quem nunca? Meu marido e meus filhos sempre falam: me abraça direito. kkkkk mas eu só tô curtindo o momento de ser apertada... 



Ao abraçar, o corpo libera duas substâncias: Oxitocina e Endorfina, que são responsáveis pela sensação de bem-estar e felicidade. E muitas pesquisas realizadas, afirmam que ele tem o poder de curar depressão, reduzir a pressão arterial, o stress, o mau-humor, e melhorar nossa paciência e o afeto. 



E, fala a verdade, é muito gostoso! Você encontrar um amigo e apertar até estalar os ossos. Você parabenizar alguém com um abraço apertado. E, quando você sabe que alguém esta passando por uma dificuldade, o que lhe vem a mente? Dar um abraço! O ruim é quando se está longe, aí você manda um abraço por telefone, por internet, e até tem a sensação de que abraçou, mas não é a mesma coisa. Vou fazer outra confissão: quando alguém me manda um abraço, eu me abraço, discretamente, claro, pra não pensarem que sou louca, e assim me sinto reconfortada... 

O Abraço tem o poder de nos consolar, nos dá segurança, nos dá força, incentivo, ânimo... Então, sintam-se abraçados! 







Uma bitoca, um cheiro, um abraço!
Quel